Como está a maturidade da tecnologia bancária no Brasil?

Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária chega à sua 30ª edição e explora os desafios e as tendências em tecnologia para o setor bancário em 2022

A maturidade da tecnologia bancária no Brasil é tema da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2022. O estudo chega à sua 30ª edição e explora o estágio atual, os desafios e as tendências em tecnologia para o setor bancário brasileiro neste ano.

Uma pesquisa que contou com 90% dos ativos da indústria bancária no País, com diversos executivos entrevistados, além de informações de dados públicos e de pesquisas da Deloitte.


Entre a demanda do consumidor por serviços e produtos cada vez mais digitalizados, a prevenção e prontidão para atender ao Open Finance, a rápida implantação de Cloud e o crescimento explosivo de APIs, somado a multiplicação de parceiros no ecossistema de negócios, aumentaram a complexidade operacional dos bancos hoje, segundo o estudo.

Não basta apenas investimentos grandiosos em tecnologia e em qualificação de colaboradores, um banco deve ter uma proposta de valor que proporcione uma melhor experiência de serviços e produtos para seus clientes

Um setor em evolução contínua

Por outro lado, é fato que o setor bancário sempre esteve em uma evolução tecnológica contínua, e neste cenário, o estudo corrobora, sobretudo, o comportamento dos consumidores, que intensificaram a realização de transações em tempo real, especialmente por aplicativos ou ferramentas de mensagens instantâneas, como Pix.


Essa dinâmica, segundo a FEBRABAN, aumentou a expectativa em torno da velocidade, disponibilidade, segurança e eficiência em relação aos serviços bancários. Hoje, para atender essa demanda, não basta apenas investimentos grandiosos em tecnologia e em qualificação de colaboradores, além disso, um banco deve ter uma proposta de valor que proporcione uma melhor experiência de serviços e produtos para seus clientes.

91% dos bancos entrevistados decidiram alavancar canais digitais como principal meio de relacionamento e forma de entregar melhor experiência ao cliente 87% afirmam que a alta expectativa do cliente em relação aos canais digitais e sua usabilidade impulsionaram a digitalização do banco


O que é prioridade em tecnologia para bancos em 2022?

De acordo com as análises do estudo da FEBRABAN, tornou-se então padrão proporcionar uma melhor experiência para os clientes nos canais digitais. Além da eficiência através da digitalização das operações. Isso tudo tem levado o setor a explorar uma série de temas que complementam as estratégias de investimentos em tecnologia para este ano.


Boa parte dessas prioridades buscam alavancar ainda mais os canais digitais e suas capacidades de relacionamento e geração de negócios. O estudo evidencia que essa agenda tecnológica é de cada banco e depende de seu legado, do estágio de evolução atual, do segmento de atuação e da estratégia de cada instituição financeira. Porém, alguns temas são coincidentes entre as instituições, abaixo você confere os principais:


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Serviços financeiros é uma das indústrias com o maior volume de clientes e dados. O setor bancário então é pressionado a fornecer uma hiperpersonalização de serviços, produtos e preços para todos os segmentos, com experiências imediatas, fluídas e personalizadas. Nesse ponto, a Inteligência Artificial tem a capacidade de melhorar a eficiência, aumentar a diferenciação e influenciar a experiência do cliente, sendo uma das principais apostas dos bancos para 2022, segundo o estudo.


AUTOMAÇÃO – Eficiência operacional sempre estará na agenda dos bancos, por isso, a automação é relevante. De acordo com o estudo da FEBRABAN, simplificação e a redefinição de processos tradicionais via automação ou robotização podem levar a ganhos de eficiência, de controle e segurança. Atrelado a isso, há uma redução de tempo e volume de documentos e de erros em atividades operacionais das instituições.


CLOUD – A adoção e a implementação da nuvem no ecossistema bancário é um tema recorrente. O Cloud permite transcender restrições, alcançando maior agilidade que pode ser usada para reimaginar e transformar a forma como os negócios operam. Segundo o estudo, os diversos players da indústria bancária estão em estágios diferentes. Há bancos com aplicações nativas em Cloud. Outros remanufaturando o legado para migrá-lo. E há aqueles que por estratégia trabalham em instâncias híbridas dependendo da demanda de processamento.


SEGURANÇA E PRIVACIDADE OS DADOS – Segundo o estudo, praticamente todos os executivos entrevistados mencionaram que segurança cibernética está na agenda de tecnologia para 2022. Prevenir ataques cibernéticos e aumentar a prontidão e a velocidade de resposta e de recuperação são prioridades. Especialmente em um contexto de compartilhamento de dados no Open Finance.


OPEN FINANCE – A competitividade do setor exige que as instituições tomem decisões cada vez mais rápidas e eficientes. Diante do alto volume de dados da indústria, o estudo revela que a adoção de estratégias e práticas que tornem a captura e utilização desses dados mais efetivas é visível no setor. Para os entrevistados, o Open Finance é a realidade que possibilita o aumento da interoperabilidade do ecossistema financeiro à medida em que cria um ambiente seguro de compartilhamento de dados e possibilita novas oportunidades de negócios e maior geração de valor.


TRANSFORMAÇÃO DA TI – O estudo aponta, que os bancos têm percebido que para transformação digital ocorrer de maneira efetiva são necessárias mudanças de dentro para fora. Conhecimento, valores, cultura, modo de operar e servir são os pontos principais. Para isso, é necessário um time com conhecimentos técnicos e de negócios, inserido em uma cultura focada na agilidade, centralidade do cliente e produtividade.


por marcelo brandão

fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2022/08/08/tecnologia-bancaria-brasil-maturidade/?utm_campaign=news-cm-090822&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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